7 de jul de 2018

USANDO O CLIP DO COREL 5

Mesmo com todo esforço não consigo ser um cada descolado. Quem já viu um publicitário quadrado?! Não é fácil.
Pedi ajuda profissional, minha filha Lígia ela sentenciou, comece com uma tatuagem.
Mesmo achando inócuo, aceitei. Agora é a hora da tatuagem. Tem que ser uma coisa bem transada e cabeça, tipo arte marajoara ou retro anos 50. Já sei! Mitologia! mitologia é cabeça e tem o lance da astrologia.
Já sei, vou sortear alguma coisa no clip arte do Corel 5. Eu sempre soube que usaria essa tralha.

PEIXE DE ÁGUA DOCE

Tenho muito carinho e amor pelas minhas terras: Garanhuns, Belo Jardim e Brejo da Madre de Deus, mas também tenho um coração grande, que cabe outros lugares.
Interessante é que, mesmo morando há 36 anos no Recife, não me sinto pertencente à cidade e mesmo sendo tratado de forma fraternal sou sempre um visitante, um estrangeiro.
Acho que é a água salgada do oceano, o mangue, o massapé, o movimento da maré, o calor abafado e essa cultura de canavial, de casa grande e senzala, que não me diz respeito.
Sou peixe de água doce, meio sertanejo - meio da mata, sou do agreste.
Quando comecei a namorar com minha esposa Maria do Carmo, que é de Rio Formoso e pertence a essa cultura recifense, fui convidado para um almoço na casa de Cazuza, seu avô e pessoa interessantíssima. Lá serviram o prato mais fino e nobre que um recifense pode conceber, carne de caranguejo. Achei esquisito e terminei comendo apenas uma pequena poção, de forma contida, com um pouco de arroz e pirão. Devia ser uma entrada. Terminado perguntei a Carmo:
— Quando servem o almoço?
— Isso era o almoço, respondeu.
Calei num sorriso, mas pensei com meus botões: Que gente estranha é essa que come caranguejo no almoço.
Aprendi a gostar do Recife, não pelo mangue e pelos caranguejos no almoço, mas pelas ruas, pela história e pela alma da sua gente, nisso sou recifense, de coração.

4 de abr de 2018

O FILHO DO SENHOR RELATIVO

Meu pai, o coletor Dino Cabral, contava uma história onde ensinava sobre a estupidez humana e como uma pergunta revela o que se passa na cabeça de alguém. Ele chamava a historinha de "O Filho do Senhor Relativo". Dizia que o filho chegou correndo, ofegante, perto do pai e perguntou gritando:
— Pai, será que existe mais de dez cachorros pretos no mundo?
E o pai respondeu em um tom professoral e de repreensão:
— Deixe de ser burro moleque, não está vendo que tem mais de trinta.
Nesse momento Seu Dino explicava o moral da história, que tudo era relativo, o filho tinha dez anos e acreditava que o mundo comportava dez cachorros pretos. Já o pai tinha uma visão mais ampla e aos trinta anos chegou a conclusão que o mundo tinha trinta cachorros pretos, era tudo relativo. A estupidez evoluía com a idade.

16 de mar de 2018

PARA REFLETIR SOBRE OS ASSASSINATOS DO RIO

Por todo o país grandes manifestações em protesto pelo brutal assassinato de Marielle Franco e seu motorista no Rio. As manifestações são confusas pois misturam elementos de realidade e muita fantasia, mas a indignação é autêntica, verdadeira.
Pessoalmente não conhecia a tal moça e o que fiquei conhecendo após a tragédia está impregnado de tolices e fantasias que sei não correspondem nem à sua vida e muito menos à sua atuação como vereadora.
Essas bobagens são de toda espécie. Uma das mais curiosas afirma que o bandido não matou apenas duas pessoas, mas todos os seus eleitores. Num sentido figurado poderia ter valor, mas textualmente é uma imensa bobagem condenar alguém pelo assassinato de 46 mil pessoas vivas.
As redes sociais não rejeitam tolices, de boas ou más intenções, mas todos os que possuem o mínimo de prudência, que não estão "febris" pelos fanatismos, têm o dever de colocar um pouco de inteligência nesse momento, para que os assassinatos não fiquem impunes, não sejam atribuídos a "forças superiores irresistíveis", machistas, racistas e misóginas possivelmente ligadas ao Satan Goss, inimigo do Jaspion.

14 de mar de 2018

REFLEXÃO FEUERBACHIANA


Qual a ideia central que inconfesavelmente norteia os pensamentos dos mais fanáticos petistas? Que ideia é a essência do pensamento "religioso" dessa parcela da esquerda? Bem, fui buscar a inspiração num intelectual que foi a inspiração para Marx, Ludwig Feuerbach.
Feuerbach é um mestre e "velho amigo", domino bem suas ideias. Poderíamos dizer, imitando o mestre, que "Lula como ente material é a consubstanciação da ideia de si mesmo", ou seja, Lula-homem/matéria torna-se ideia e essa ideia toma forma material em Lula-home/matéria, logo é impossível usar as regras da matéria para punir algo que é idêntico a ideia. Eis o raciocínio do PT tratado de forma rigorosa.
Esse é um comentário sobre o post anterior "O Caldeirão", título inspirado na historinha do sapo dentro do caldeirão, onde o sapo é o barbado de Brizola.

O CALDEIRÃO

Primeiro Lula não poderia ser processado pois estava acima dessas coisas mundanas como a Justiça; depois que foi processado nenhuma prova era suficiente para provar nada, toda prova contra Lula era uma não-prova; foi condenado, logo o juiz tornou-se réu, deveria ser encarcerado, punido severamente, por ter tido a audácia, a petulância de ousar condenar algo de caráter divino, Lula matéria era a consubstanciação da ideia de si mesmo ; recorreu-se, segunda instância, nova condenação, já não era necessário punir e encarcerar os desembargadores, eram apenas fantoches de uma força externa, imperialista e poderosa, algo como o Satan Goos da série Jaspion. Recursos e embargos, Lula não pode ir para a cadeia por ser divino. Hoje encontrei um petista graduado dizendo que Lula pode até ser preso, mas sai logo, não esquenta lugar no presídio.

21 de dez de 2017

OS OMBROS DO ASTRONAUTA

Ontem, conversando com um jovem candidato a intelectual, ele perguntou qual foi o fato que mais influenciou meus pensamentos, ao longo da vida. Esperava uma resposta grandiosa, altaneira e foi inesperada e insólita: a chegada do homem na lua.
Foi difícil de explicar e não sei se tive êxito. Sou da geração que assistiu criança e adolescente à corrida espacial, que sonhava em conquistar novos mundos, indo onde nenhum humano esteve. O Cláudio de 1973, com 9 anos, achava que o Cláudio de 2017 seria um astronauta. Então passei de astronauta para guerrilheiro de Sierra Maestra, virei Partizan, tenente na Coluna Prestes,  soldado da "résistance française", membro da Guarda Vermelha até chegar a comissário politico albanês, tudo isso ruiu, passou, mas o sonho de viajar pelo universo, o modelo meio engenheiro, meio cientista e militar permanece, é a base de tudo, ou seja, todos esses sonhos foram erguido nos ombros de um astronauta.