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Mostrando postagens de Dezembro, 2017

OS OMBROS DO ASTRONAUTA

Ontem, conversando com um jovem candidato a intelectual, ele perguntou qual foi o fato que mais influenciou meus pensamentos, ao longo da vida. Esperava uma resposta grandiosa, altaneira e foi inesperada e insólita: a chegada do homem na lua.
Foi difícil de explicar e não sei se tive êxito. Sou da geração que assistiu criança e adolescente à corrida espacial, que sonhava em conquistar novos mundos, indo onde nenhum humano esteve. O Cláudio de 1973, com 9 anos, achava que o Cláudio de 2017 seria um astronauta. Então passei de astronauta para guerrilheiro de Sierra Maestra, virei Partizan, tenente na Coluna Prestes,  soldado da "résistance française", membro da Guarda Vermelha até chegar a comissário politico albanês, tudo isso ruiu, passou, mas o sonho de viajar pelo universo, o modelo meio engenheiro, meio cientista e militar permanece, é a base de tudo, ou seja, todos esses sonhos foram erguido nos ombros de um astronauta.

A HERANÇA PATRIÓTICA DE MIGUEL ARRAES

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Para comemorar o aniversário de Arraes queria falar sobre um dos temas prediletos dele, a administração de dívida interna do Brasil e sua ligação com uma nova forma de colonialismo financeiro e estagnação econômica.
O orçamento para 2018 já foi aprovado. Nele estão previstos 3,57 trilhões em gastos. Destes, 1,16 trilhão se destinam ao refinanciamento da dívida pública e 316 bilhões ao pagamento de juros. No total, são 1,476 trilhão destinados ao serviço da dívida (juros e refinanciamento), ou seja, 41% do orçamento de 2018 já é prisioneiro da dívida pública. Esse problema da imensa e descontrolada dívida vem desde o Regime Militar, passando por Sarney, Collor Itamar, FHC, Lula e Dilma/Temer. Não foi tratado da forma adequada por nenhum deles e caso faça uma auditoria bem-feita irá encontrar uma ligação entre o modelo político que conduziu o país a atual crise de corrupção, a preservação da dívida interna e dos juros altos e o sistema bancário local e externo.
Nos países europeus mai…