3 de jul de 2013

SERÁ NECESSÁRIO CHUPAR O LIMÃO

Para Dilma não será possível transformar o limão numa limonada, não desta vez.

Foi a polidíssima ministra Carmen Lúcia que deu o golpe definitivo na tentativa esdrúxula do governo Dilma de aproveitar as manifestações das ruas para garantir a própria reeleição. Não que o plebiscito seja má ideia, mas a tentativa de conduzir a consulta com o objetivo de imobilizar o Congresso apenas visando os interesses do PT é tão absurda, tão clara, tão assustosa, que Dilma conseguiu o que seria impensável, desfazer a unidade da base aliada que ela própria havia conseguido construir na semana anterior.
A presidenta tinha todos os elemento favoráveis para reforçar a unidade da sua base de apoio e promover reformas no Estado brasileiro que em nenhum momento dessa longa permanência do PT no poder foi realizada. Todos esperavam isso dela e assim, ela entraria para a história, consolidaria seu prestígio como grande administradora, escaparia da sombra de Lula e estaria naturalmente gabaritada para exigir do país e dos aliados a própria reeleição em 2014.
Desperdiçou. A montanha pariu um rato.
E fez mais, conseguiu assustar duas forças importantíssimas, que se agruparam ao seu lado logo nos primeiros momentos após as manifestações: o PMDB e o PSB.
Restou à presidenta a companhia de puxa-sacos notoriamente incompetentes como o ministro Mercadante e o ministro da justiça José Eduardo Cardozo, que em uma semana conseguiram colocar a presidenta pelo menos 3 vezes em situação ridícula para a Nação.
Na principal base de sustentação da presidenta, o PT e os partidos petistófilos periféricos, prospera a confusão e as mais obtusas teorias e explicações para o momento atual. Quando a realidade não é aceitável busca-se o misticismo e na política não é diferente.
Assim, afunda lentamente o PT. E permanecerá até um novo agrupamento de forças assumir o protagonismo e criar uma alternativa de poder para consolidar as mudanças que toda a sociedade brasileira deseja.
É o fim de um período histórico, o desfecho de um tempo que começou com a Nova República de Tancredo.

Um comentário:

@joaonildo51 disse...

Sobre a proposta de plebiscito da Presidente Dilma:
Se existe um sentimento entre especialistas que vivem o dia a dia da política e cidadãos leigos é que atravessamos uma enorme crise de representatividade.
O sistema político atual está na base da corrupção endêmica e isso é tb a voz forte e clara que vem das ruas.
Vem a atual Presidente da República e faz um movimento, extremamente pertinente, válido, e respeitosamente sugere ao congresso mudanças via plebiscito. O que há de errado nisso? Existem outras formas mais viáveis? É discutível, mas que seja pq a bola está com o congresso a quem cabe a iniciativa nessa matéria.
O que não vale mesmo é encontrar mil razões para nada fazer ou por outra, encontrar alguma forma de mudar de tal forma que tudo continue como está.
NÃO AO IMOBILISMO DA BUROCRACIA.