11 de jun de 2017

ESTAÇÃO JABOATÃO


Recentemente tenho usando bastante o metrô e suas estações e confesso a vocês todos, gosto.
Ontem na estação Jaboatão assisti a uma briga entre duas mulheres que poderia facilmente transformar-se numa peça de Nelson Rodrigues ou numa ópera de Puccini. Uma de meia idade, a agredida, e outra mais jovem, a agressora. No centro do conflito um homem em comum, como sempre.
A mais jovem, muito agressiva, chegou decidida, já gritou um xingamento que não posso repetir aqui para não ser punido pelo Facebook (mas envolve sexo oral dito de forma chula), pegou a mulher mais velha pelos cabelos e tentou a lançar no poço no trilho. Foi impedida pelos passageiros.
Seguiu-se uma briga de uma agressividade que eu nunca havia visto, onde a mais jovem batia sem nenhuma pena, compaixão ou respeito, era só porrada e xingamento, assistido de forma quase passiva pelos seguranças da estação, até que um grupo de rapazes que parecia ser de um time de futebol resolveu interferir para evitar o assassinato. Um deles, alto e musculoso, pegou a agressora pelo braço e ordenou que parasse. A agressividade cresceu, ela olhou para o rapaz e disse:

- Dou nela e dou em você filho da puta! Venha pra apanhar!

Foram outros dois para poder sustentar a moça.
O que resolveu o problema foi a chegada do metrô que criou uma ponte entre as duas plataformas e a mais velha fugiu para a proteção da segurança da estação.
No embarque tomei o cuidado de ficar na mesma composição do grupo de rapazes e escutar a conversa:

- Ela bateu naquela velha e isso é covardia, uma pessoa nova não pode bater numa velhinha de 50 anos, disse um deles.

Bem, eu tenho 53 anos e fico muito alegre com isso.

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