EU AMO BELO JARDIM

Meu pai morou em Belo Jardim de 1914 a 1927, treze anos, junto com minha avó, Dona Nazinha, na casa do tio, Abílio de Barros Correia. Cresceu com Abaeté e Amaury. Foi para o Rio de Janeiro antes da emancipação, há 90 anos. Eu fui seu único filho que morou na cidade, de fins de 1975 ao início de 1980, cinco anos. O que tenho em comum com meu pai? Fomos adolescentes na mesma cidade, no mesmo ambiente.
Hoje faz quase quarenta anos que estou longe e como ele fazia, sempre coloco Belo Jardim nas minhas histórias, minhas aventuras, meus pensamentos. As vezes visito nos sonhos as ruas, não as de hoje que estão no Google, mas as do meu tempo de molecagem, vejo minha mãe, minhas professoras (Dona Olindina) e amigos que desapareceram como Everaldo Gordinho. Acordo e percebo que mesmo ausente, faço parte desse lugar.

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