25 de jun de 2017

O ÁLCOOL E OS PIT BULLS

Quem me conhece sabe que não bebo, ou melhor, bebo pouco e raramente. Vi muitas vidas queridíssimas destruídas pelo vício e não quero dar a mínima chance ao azar.
Há aqueles que libertam os seus demônios quando bebem ou usam outra coisa qualquer. É como andar eternamente com um pit bull amarrado ao calcanhar e a bebida afrouxa a corda deixando o animal livre.
Muitas são pessoas dóceis e delicadas sóbrias, violentas e arrogantes bêbadas. Famílias destruídas, filhos que odeiam os pais, vidas infernais, talentos desperdiçados, futuros jogados fora por meia garrafa de aguardente.
Quem anda com esses demônios amarrados ao calcanhar deve está consciente da responsabilidade, manter o laço apertado, não beber.
Fábio Assunção é um desses escravos dos demônios, anda com um pit bull amarrado dentro de si, é responsável sim pelos atos em Arcoverde, pois encher o copo é uma decisão consciente.
É uma pena, seu trabalho lá não é apenas ótimo, como necessário, precisamos dele.
Espero que sirva de lição.

11 de jun de 2017

ESTAÇÃO JABOATÃO


Recentemente tenho usando bastante o metrô e suas estações e confesso a vocês todos, gosto.
Ontem na estação Jaboatão assisti a uma briga entre duas mulheres que poderia facilmente transformar-se numa peça de Nelson Rodrigues ou numa ópera de Puccini. Uma de meia idade, a agredida, e outra mais jovem, a agressora. No centro do conflito um homem em comum, como sempre.
A mais jovem, muito agressiva, chegou decidida, já gritou um xingamento que não posso repetir aqui para não ser punido pelo Facebook (mas envolve sexo oral dito de forma chula), pegou a mulher mais velha pelos cabelos e tentou a lançar no poço no trilho. Foi impedida pelos passageiros.
Seguiu-se uma briga de uma agressividade que eu nunca havia visto, onde a mais jovem batia sem nenhuma pena, compaixão ou respeito, era só porrada e xingamento, assistido de forma quase passiva pelos seguranças da estação, até que um grupo de rapazes que parecia ser de um time de futebol resolveu interferir para evitar o assassinato. Um deles, alto e musculoso, pegou a agressora pelo braço e ordenou que parasse. A agressividade cresceu, ela olhou para o rapaz e disse:

- Dou nela e dou em você filho da puta! Venha pra apanhar!

Foram outros dois para poder sustentar a moça.
O que resolveu o problema foi a chegada do metrô que criou uma ponte entre as duas plataformas e a mais velha fugiu para a proteção da segurança da estação.
No embarque tomei o cuidado de ficar na mesma composição do grupo de rapazes e escutar a conversa:

- Ela bateu naquela velha e isso é covardia, uma pessoa nova não pode bater numa velhinha de 50 anos, disse um deles.

Bem, eu tenho 53 anos e fico muito alegre com isso.

8 de jun de 2017

QUIXÓ PRESIDENCIAL

Aos sete ano de idade aprendi a fazer um quixó, um tipo de armadilha muito eficiente. É bem simples: uma pedra pesada, uma forquilha de apoio e uma isca amarrada na forquilha, pode ser um calango, por exemplo. É, rústico, simples e tremendamente eficiente com caças difíceis de dominar como o teju.
Mas, como criar uma armadilha para capturar um Presidente da República? É simples, estacione um jatinho em Brasília na véspera de um feriado, deixe ele lá abastecido e com a porta aberta que um presidente com certeza irá entrar. Com sorte a armadilha pode capturar um vice-presidente e toda a sua família, um bônus.
E fique tranquilo, ninguém irá desconfiar de suas intenções pois quem possuem jatinhos estacionados de porta aberta em Brasília sempre é gente boa, com as melhores intenções.
O problema é o Estado Islâmico usar um quixó como esse para sequestrar o Supremo Mandatário. Vade retro!

3 de jun de 2017

GUERRA É GUERRA!


Contam que no Cine São Luiz, lá no anos sessenta, quando se exigia passeio formal para entrar, um cidadão de ressaca foi acometido de um forte enjôo. Correu para o elegante banheiro mas todas as portas estavam trancadas, ele já no limite, nas últimas, foi forçando até achar uma aberta. Achou, abriu e foi logo soltando o "bezerro". O problema é que mesmo sem tranca o lugar estava ocupado por um cavalheiro, num impecável terno branco de linho, tentando fazer o número dois.
Ao se ver completamente tomado pelo vômito cheirando a Cuba Libre de Montilla com sururu e cerveja, o cidadão não trepidou, meteu a mão na bacia, pegou o produto que alí jazia, olhou para o outro e disparou:

- É guerra!? Então tome!

E deu o troco no rosto do cidadão.

Esse é o clima que vive hoje o Partido dos Trabalhadores. Mantega acaba de declarar guerra.

Obs.: Acima temos uma foto do esplendoroso Cinema São Luiz do Recife, mas a  refrega ocorreu nos toaletes, longe do público.