28 de abr de 2017

UM DESFECHO SURPREENDENTE

Como poderemos aferir o resultado desse movimento de hoje que estão chamando de greve geral? Eu vos dou uma dica: pelo pronunciamento de Temer na segunda-feira.
Explico minha visão direitinho, mas não irei desenhar, não adianta pedir.
1. Temer é parte da articulação que elegeu e reelegeu Dilma, está implicado no Lava Jato até a medula, mas teve que assumir sem sua contraparte petista que foi impitada. Ficou o vazio e para preencher chamou o PSDB;
2. PSDB aceitou, mas meio a contragosto,  quer ver Temer enfraquecido para assumir o governo em 2019 sem o PMDB no calcanhar.
3. Para queimar o filme de Temer e limpar a barra do seu governo criou essa tese das tais “reformas”, argumentando que eram fundamentais e que Temer seria o novo Itamar, etc (já comentei aqui isso);
4. Temer reagiu, não aceitou ser transformado numa frauda descartável e criou dentro do Planalto um grupo chamado “pessoal da pinguela” que defende ser a única tarefa de Temer passar o governo para o vencedor da eleição de 2018 em bom estado, com o desemprego e a crise econômica sob controle;
5. Começou o embate e o PSDB deu um ultimatum, ameaçou ajudar a derruba-lo e ampliar o déficit da cadeia em Curitiba, sob os auspícios do juiz Sérgio Moro;
6. Temer recuou e aceitou ir para o sacrifício. O PSDB tomou a frente das tais reformas e com muita pressa pois Temer poderia mudar de ideia;
7. Com esse quadro de conflito a tal greve geral pode forçar um desfecho surpreendente. Caso seja uma manifestação grande, maior e mais amplas que as de antes do impeachment, Temer recua e manda suspender a tramitação da reforma da previdência, salva o dia, sai como herói e pode fortalecer o PMDB para um melhor posicionamento em 2018 atraindo forças mais a esquerda. Caso as manifestações sejam fuleiras e caracterizadas como petistas ou lulistas, ele manda o enterro seguir e o PSDB bate o último cravo do caixão.

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