31 de mai de 2016

DIA DO PESCADOR





Meu pai - Dino Cabral, esse da foto – ganhava a vida como coletor do estado de Pernambuco (hoje chama-se “auditor”), mas também acumulava o ofício de padeiro e pescador amador. Foi padeiro nos anos 30 em Niterói, coletor a partir de 1944 e pescador a vida inteira.
Fui a muitas pescarias com ele, pelos açudes de São João, Angelin e Palmeirina. Pescar com meu pai era um atividade cheia de rituais. Começava no dia anterior, caçando a minhoca (gogo), no lugar certo, com a enxada correta, devidamente guardado. Saiamos de casa ainda escuro para chegar ao açude amanhecendo. A pescaria só até as 9h. Poderia retorna às 16h30. Eu adorava tudo aquilo, era uma aventura, com apenas oito anos me sentia adulto.
Do meu pai que morreu há tanto tempo, sinto saudade das pescarias e hoje sendo o dia do pescador faço essa singela e sincera homenagem. Tenho a mais absoluta certeza que é a forma mais apropriada de lembrar da sua memória.
Obs.: O cão ao lado era meu, chamava-se, pasmem, “Hitler”.