11 de dez de 2015

O MILITANTE PETISTA E O CÃO QUE CORRE ATRÁS DOS AUTOMÓVEIS


Na próxima semana, possivelmente, cai Cunha e o PT será inundado pela síndrome do cachorro que corre atrás de carro.


Você conhece a síndrome de cachorro que corre atrás de carro? Não! É o sentimento que um cão tem no momento que o automóvel que ele perseguia latindo parou. É assim: "Venci! e agora o que faço?". Claro que o automóvel não é uma presa para o cão, é apenas um desafio, uma provocação, assim, ele só tem serventia quando em movimento, como um desafio e não como uma conquista.
Muita coisa na vida funciona assim. Conheci um cidadão que dedicou boa parte da vida a denúncia do regime racista da África do Sul e pedindo pela libertação de Mandela. Quando o regime caiu e Mandela foi eleito presidente ele ficou perdido, sem saber o que fazer da vida. Para ele Mandela só tinha serventia na cadeia.

Quais são as alternativas para o cão que correr atrás do automóvel, então?
1. Ao carro parar, levantar a perna e mijar na roda do carro, para mostrar superioridade.
Nesse caso é apenas uma vitória moral, de pouco valor objetivo.
2. Passar a perseguir outro carro. A luta continua!
3. Fazer de conta que não aconteceu nada e sair de mansinho.
Essa é uma demonstração de derrota. O fato do automóvel parar ou do inimigo render-se pode não significar que você venceu. Muitas vezes a derrota acontece quando se conquista uma grande vitória, como é o caso de alguém que entra numa luta eleitoral para ser síndico de uma prédio problemático.
A renúncia ou afastamento de Cunha não trará vantagens para o PT, apenas será colocado em seu lugar outro sem os impedimentos e suspeitas, piorando a situação de Dilma e abrindo ainda mais as portas para o impeachment.

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