16 de jul de 2013

SE É INEVITÁVEL, PODEMOS SUPORTAR

Uma mudança de estratégia poderia garantir o futuro do Partido dos Trabalhadores.

Perguntaram o que eu fazia para evitar problemas cardíacos, eu respondi, para evitar nada. Como assim nada?! Você está entregue?! Claro que não, apenas decidi por outra estratégia mais realista. Tenho 49 anos, estou acima do peso, minha informação genética não ajuda.  Meu pai morreu aos 65 de infarto, um irmão aos 54 também de infarto, outro de 59 por problemas circulatórios. Seria razoável esperar problemas aos 60 anos, numa média. Com esse histórico "evitar" é uma estratégia demasiadamente otimista, seria mais apropriado a estratégia de "suportar" o que é supostamente inevitável. É uma mudança significativa.
Tento criar uma estratégia sustentável, de longo prazo: não fumo e por nunca ter fumado não sou susceptível a uma recaída;  não bebo e por não apreciar conversa de mesa de bar dificilmente mudarei de ideia; não abuso do açúcar e por não apreciar chocolate continuarei assim;  faço exercícios aeróbicos com regularidade; faço o possível para rir bastante e ser feliz.
Com isso acho que não conseguirei evitar o infarto, é pouco e os números não me favorecem, mas, com certeza, posso suportar o tranco e sobreviver mais uns anos com dignidade.
O PT caminha para fazer uma reflexão similar. Com a forte queda confirmada pela pesquisa da CNT é necessário ser realista, EVITAR uma derrota de Dilma na eleição de 2014 é quase impossível. Seria mais inteligente mudar de estratégia e pensa em SUPORTAR o que mostra-se inevitável. O programa para essa mudança de paradigma seria: tomar medidas efetivas que evitem o aprofundamento da crise econômica; parar de procurar panaceias com os marketeiros de plantão ou com os aprendizes de feiticeiros como Mercadante; reconhecer que existe problemas, pedir desculpas a sociedaade e propor medidas efetivas de mudanças estruturais, mesmo que lentas e graduais;  criar alternativas eleitorais que funcionariam como "rotas de escape" para situações de emergência;  resguardar reservas para disputas futuras como Lula.
Assim, o PT estaria protegido e suportaria o tranco de uma derrota com poucas baixas, elegeria um aliado e Lula poderia sair como grande estadista.
Poderia pensar até em repetir Getúlio Vargas num movimento "queremista" para 2018, quem sabe.

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