9 de mar de 2013

UMA REPÚBLICA MONARQUISTA BOLIVARIANA

Na Venezuela vice-presidente é um cargo de confiança, indicado pelo presidente. O perigo é o presidente morrer e o país ter um substituto sem a devida representatividade. Aconteceu.
Bem, Maduro, o vice nomeado de Chávez, como presidente em exercício, pode nomear um vice, que seria seu substituto em caso de sua morte ou algo similar. Seria o vice do vice, ambos nomeados.
A lei manda e o Maduro nomeou Jorge Arreaza, genro do finado Hugo Chávez.
Tecnicamente não é nepotismo já que Arreaza não tem parentesco com Maduro, mas politicamente é escandaloso, mostrar a visão do poder, a fraqueza do Maduro em aceitar uma imposição "monarquista" dessas.
Essa tendência "monarquista" também acontece na "socialista" Cuba. Após Fidel abdicar, o trono foi para seu sucessor imediato na linha colateral, como o trono inglês, o irmão Raul Castro.
O nepotismo tem uma origem similar ao monarquismo, na personalização do poder do estado na figura de uma pessoa, seja ela o rei ou um "grande timoneiro" qualquer. A revolução francesa consagrou a necessidade da imperssoalidade e todos os estados modernos consagraram esse princípio. O Brasil fez isso no artigo 37 da Constituição de 1988.
Esses deslizes da Venezuela, Cuba e até mesmo na Coreia do Norte, revelam o caráter atrasado da estrutura desses países, que ainda nem chegaram ao estado moderno e já se alvoram socialistas. O socialismo, pelo menos a versão marxista, é um desenvolvimento dos conceitos da Revolução Francesa, um avanço nos seus princípios de cidadania onde a igualdade é exercida plenamente e onde o estado não pertence a um único homem e nem um homem, apenas, é o símbolo do estado.
Socialismo é o desenvolvimento do estado e das relações humanas, um avanço real e não trocar petróleo por micro-ondas xing-ling.

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