27 de mar de 2013

PERNAMBUCO AGRADECE, MAS O COMPROMISSO É APENAS COM O ACERTO.


Vejo o PT cobrando à Eduardo apoio eleitoral para a releição de Dilma baseado nas obras do Governo Federal em Pernambuco, é bom refletir sobre o seguinte:
Durante o Regime Militar Pernambuco foi desmontado, perdeu parte do parque industrial, perdeu importância econômica no país. Os recursos foram para outros estados, em especial para a Bahia de ACM e para o Sul. No governo FHC Pernambuco foi perseguido por ter Arraes como governador, voltamos a perder importância, perder investimentos, perder indústrias. Fomos relevados e ultrapassados em tudo pela Bahia e, finalmente, pelo Ceará.
Pernambuco chegou ao século XXI em franca decadência, não possuía a pujança de outrora, seu parque industrial era velho, antiquado, sucateado. Foi vítima de uma política de enfraquecimento dos diversos governos após o golpe de 64.
Assim, o Brasil tinha uma DÍVIDA FEDERATIVA COM PERNAMBUCO. Lula, quando presidente, falou diversas vezes sobre esse caráter dos investimentos em Pernambuco.
Eduardo, como governador, entendeu que era hora de aproveitar e preparar o estado para recolocá-lo nos trilhos do desenvolvimento, para Pernambuco voltar a ser a locomotiva do Nordeste.
O povo pernambucano agradece a Lula por ter feito o que era correto, mas, o fato de ter feito diferente, de ter corrigido a distorção federativa que prejudicava o estado, não faz nem do governador e nem do estado refém de um determinado projeto político ou eleitoral.
Caso Lula tenha auxiliado a liberação dos investimentos para Pernambuco com o intuito de estabelecer uma política no estilo da oração de São Francisco de Assis, do “é dando que se recebe”, desconhece a história libertária de Pernambuco e a história de resistência do grupo que hoje dirige o palácio do Campo das Princesas.
Chamar o governador de “traidor”, ou algo parecido mostra caráter mesquinho, pequeno. Para quem faz esse tipo de calúnia a política é uma atividade de troca de favores, como se fossem donos dos recursos da União e pudessem barganhar com os recursos do povo brasileiro em proveito próprio.
Apoio a presidenta Dilma nunca faltou em Pernambuco. Ela sempre teve aqui um porto seguro, apoio e reconhecimento, mas, submissão é outro departamento. Ela tem que provar que é uma alternativa para solucionar os problemas do futuro Brasil, tem o ano de 2013 para fazer isso, pois temos compromisso APENAS COM O ACERTO.

9 de mar de 2013

UMA REPÚBLICA MONARQUISTA BOLIVARIANA

Na Venezuela vice-presidente é um cargo de confiança, indicado pelo presidente. O perigo é o presidente morrer e o país ter um substituto sem a devida representatividade. Aconteceu.
Bem, Maduro, o vice nomeado de Chávez, como presidente em exercício, pode nomear um vice, que seria seu substituto em caso de sua morte ou algo similar. Seria o vice do vice, ambos nomeados.
A lei manda e o Maduro nomeou Jorge Arreaza, genro do finado Hugo Chávez.
Tecnicamente não é nepotismo já que Arreaza não tem parentesco com Maduro, mas politicamente é escandaloso, mostrar a visão do poder, a fraqueza do Maduro em aceitar uma imposição "monarquista" dessas.
Essa tendência "monarquista" também acontece na "socialista" Cuba. Após Fidel abdicar, o trono foi para seu sucessor imediato na linha colateral, como o trono inglês, o irmão Raul Castro.
O nepotismo tem uma origem similar ao monarquismo, na personalização do poder do estado na figura de uma pessoa, seja ela o rei ou um "grande timoneiro" qualquer. A revolução francesa consagrou a necessidade da imperssoalidade e todos os estados modernos consagraram esse princípio. O Brasil fez isso no artigo 37 da Constituição de 1988.
Esses deslizes da Venezuela, Cuba e até mesmo na Coreia do Norte, revelam o caráter atrasado da estrutura desses países, que ainda nem chegaram ao estado moderno e já se alvoram socialistas. O socialismo, pelo menos a versão marxista, é um desenvolvimento dos conceitos da Revolução Francesa, um avanço nos seus princípios de cidadania onde a igualdade é exercida plenamente e onde o estado não pertence a um único homem e nem um homem, apenas, é o símbolo do estado.
Socialismo é o desenvolvimento do estado e das relações humanas, um avanço real e não trocar petróleo por micro-ondas xing-ling.

4 de mar de 2013

SEGUNDO DARWIN, VAI DAR EDUARDO



Tem pessoas pensam que Darwin defendeu a sobrevivência do mais forte, num mundo cão, capitalista ultraselvagem, onde reina o salve-se quem poder, mas não foi bem isso. Darwin defende dois princípios, duas leis, que impulsionam a evolução das espécies:
| Seleção natural | - Aqueles deficientes, mal formados, feridos, desgarrados, fragilizados são eliminados. É o critério integridade.
| Sobrevivência do mais apto | - Aqueles que desenvolvem mecanismos que o tornam mais apto a um ambiente têm mais chances de deixar mais e melhores descendentes. É o critério vestibular, evolutivo.
Podemos fazer um paralelo no quadro político atual dizendo que o que aconteceu com Dirceu, por exemplo, foi o princípio da integridade, a seleção natura. Dilma, ao contrário, não está conseguindo sobreviver no novo ambiente criado pelo pibinho com inflação alta e falta de investimentos, tente a não gerar descendência, sendo substituída por outra espécie mais adaptada ao desafio.